Tier A · Cabeludos morais

Massacre de
Mountain Meadows

Em 11 de setembro de 1857, milícia territorial de Utah — composta por mórmons locais — atacou sob bandeira de trégua um comboio de emigrantes do Arkansas e executou entre 100 e 140 homens, mulheres e crianças. Apenas 17 crianças pequenas foram poupadas. Por 150 anos a Igreja culpou os índios. A verdade veio em etapas: John D. Lee executado em 1877; confissão publicada; reconhecimento parcial em 1990; reconhecimento institucional completo em 2007 e no Gospel Topics Essay de 2014.

11 set 1857 · Washington County, Utah · 120 mortos
Índice

O que você vai encontrar aqui

Seção 01 — Setembro de 1857

Utah em pé de guerra

Para entender o massacre, é preciso entender o clima em Utah no verão de 1857. Três fatores se sobrepuseram.

⚔️
Utah War

O presidente James Buchanan enviou ~2.500 soldados ao Território de Utah para substituir Brigham Young como governador. Os mórmons se prepararam para resistência armada. Young declarou lei marcial.

🔥
Reforma Mórmon

Desde 1856, Brigham Young e conselheiros pregavam uma "reforma" intensa, incluindo sermões sobre expiação pelo sangue, denúncias de apóstatas e chamados por pureza absoluta.

🕯️
Assassinato de Parley P. Pratt

Em maio de 1857, o apóstolo Parley P. Pratt foi morto no Arkansas pelo ex-marido de uma das esposas plurais de Pratt. A notícia reacendeu sentimentos antiamericanos e criou ódio específico contra o Arkansas.

Walker, Turley & Leonard · Massacre at Mountain Meadows · Oxford, 2008

No verão de 1857, a combinação de: (1) ameaça militar federal, (2) retórica apocalíptica da Reforma, e (3) o trauma específico do assassinato de Pratt no Arkansas criou um clima no qual emigrantes americanos eram percebidos como inimigos ativos. O comboio do Arkansas chegou a Utah no pior momento possível.

Seção 02 — Os Baker–Fancher

120 civis
em trânsito

O comboio Baker–Fancher era uma caravana próspera do Arkansas a caminho da Califórnia — uma das mais ricas daquela estação, com cerca de 900 cabeças de gado e equipamentos de alto valor.

Entre os 120 a 140 integrantes havia aproximadamente 50 crianças. A composição exata, reconstruída pelos historiadores:

Grupo Número aproximado Destino
Homens adultos ~40 Executados
Mulheres adultas ~30 Executadas
Crianças acima de 7 anos ~30 Executadas (consideradas "capazes de testemunhar")
Crianças até 7 anos 17 Poupadas e distribuídas a famílias mórmons locais

As 17 crianças poupadas foram eventualmente recuperadas pelo governo federal em 1859 e devolvidas a parentes no Arkansas. Vários membros das famílias afetadas ainda vivem no Arkansas — suas famílias trabalharam com historiadores e com a própria Igreja SUD no reconhecimento oficial do massacre.

Seção 03 — O cerco

7 dias sob fogo

O comboio acampou em Mountain Meadows, aproximadamente 55 km a sudoeste de Cedar City — ponto de descanso tradicional. Em 7 de setembro, antes do amanhecer, foi atacado.

7 set 1857
Primeiro ataque

Atiradores atacam o comboio à distância. Sete homens morrem imediatamente. Os emigrantes formam círculo com as carroças e cavam trincheiras. O comboio não sabe — os atacantes são mórmons locais (milícia Nauvoo Legion) pintados como índios Paiute, com alguns Paiutes recrutados.

8–10 set
Cerco prolongado

O comboio resiste por dias. A água acaba. Os emigrantes tentam sinalizar a possíveis socorristas. Dois rapazes tentam sair em busca de ajuda — são mortos. Os sitiadores percebem: se algum emigrante escapar e reportar que viu "mórmons", a verdade virá à tona.

10 set, noite
A decisão

Isaac C. Haight, presidente da Estaca de Cedar City, e William H. Dame, presidente da Estaca de Parowan e comandante da milícia, decidem "executar" todos que podem testemunhar. A decisão é documentada em cartas entre líderes locais.

11 set, manhã
A bandeira branca

John D. Lee — "major" da milícia e genro adotivo de Brigham Young — aproxima-se do círculo com bandeira branca, oferecendo segurança se os emigrantes entregarem as armas.

Seção 04 — A execução

A traição

Confiando na bandeira branca, os emigrantes aceitaram o acordo. Entregaram armas. Os feridos foram colocados em dois vagões, as mulheres e crianças maiores seguiram a pé atrás, e os homens foram postos em fila — cada um ao lado de um mórmon armado, supostamente como escolta.

Juanita Brooks · The Mountain Meadows Massacre · Stanford UP, 1950 · pp. 98–99

Quando a fila chegou a um ponto combinado, o comando foi dado: "Halt! Do your duty!" Cada homem mórmon virou-se e atirou no homem do Arkansas à sua direita — um por um, quase todos executados com um único tiro à queima-roupa. Adiante, milicianos e Paiutes atacaram as mulheres e crianças. Em questão de minutos, todos os emigrantes exceto as 17 crianças menores de 7 anos estavam mortos.

Os corpos foram deixados expostos por meses. Cartas federais subsequentes descrevem cenas de ossos e restos espalhados pelo campo quando o exército finalmente chegou à região em 1858–1859.

O major James Carleton do Exército dos EUA inspecionou o local em maio de 1859 e relatou:

Major James Carleton · Relatório ao governo federal · 1859

Os ossos estavam espalhados em uma área de cerca de meia milha. [...] Eu coloquei os restos em uma pilha e ergui sobre ela uma grande cruz de cedro com a inscrição: "Vingança é minha, diz o Senhor, e eu retribuirei." Em uma pedra abaixo, gravei: "Aqui jazem os ossos de 120 homens, mulheres e crianças do Arkansas, assassinados em 10 de setembro de 1857."

Quando Brigham Young visitou o local dois anos depois, em 1861, ordenou a destruição do memorial. O relato é documentado por Wilford Woodruff em seu diário.

Seção 05 — 150 anos de silêncio

"Culpa dos índios"

A versão oficial mórmon — sustentada por décadas — foi que o massacre havia sido obra exclusiva dos Paiutes. Essa versão estava em manuais, histórias oficiais da Igreja e depoimentos públicos de Brigham Young.

Brigham Young · Depoimento juramentado · 30 jul 1875

Quando foi que o senhor soube pela primeira vez dos detalhes do massacre? [...] Quando John D. Lee voltou de seu relatório no ano seguinte. [...] Eu nunca soube, por qualquer fonte digna de crédito, que os "mórmons" tivessem participação ou culpa no massacre.

A afirmação foi desmentida pelas próprias fontes eclesiásticas internas. Wilford Woodruff (futuro presidente da Igreja) registrou em seu diário, em setembro de 1857, uma carta de Isaac Haight a Brigham Young solicitando orientação antes do massacre. A resposta de Brigham — conhecida como a "Haight letter" — chegou em 10 set, um dia tarde demais: ordenava que os emigrantes fossem deixados em paz.

Análise crítica · o que a "Haight letter" resolve e não resolve

A Igreja cita a carta de Brigham Young como prova definitiva de que ele não ordenou o massacre — e os historiadores Walker, Turley & Leonard (historiadores da própria Igreja) concordam.

Mas a carta não resolve outras questões: (1) por que Brigham permitiu depois o encobrimento de 20 anos? (2) por que manteve John D. Lee em posição de liderança até 1870, quando o excomungou — não pelo massacre, mas quando ficou claro que Lee seria processado? (3) por que destruiu o memorial Carleton em 1861?

O próprio Gospel Topics Essay reconhece que a retórica violenta pregada por Brigham na Reforma Mórmon criou o ambiente que tornou o massacre possível.

Seção 06 — John D. Lee

O bode expiatório

John Doyle Lee foi o único homem processado, condenado e executado pelo massacre — 20 anos depois do crime, após dois julgamentos.

Lee era major da milícia territorial de Utah (Iron County), estaca de Parowan, e membro confiável da liderança local. Foi excomungado em 1870 por Brigham Young — mas sem que o motivo fosse publicamente ligado ao massacre.

Antes da execução, Lee ditou uma confissão que foi publicada em 1877 como Mormonism Unveiled, or The Life and Confessions of the Late Mormon Bishop John D. Lee. O livro afirma que Lee agiu sob ordens de William Dame, Isaac Haight, e — indiretamente — sob autorização do sistema de hierarquia que respondia a Brigham Young.

John D. Lee · Mormonism Unveiled · 1877 · p. 252

Eu fui feito uma vítima. [...] Eu sou apenas um bode expiatório para os homens que planejaram tudo. [...] Os verdadeiros arquitetos deste crime estão em Salt Lake. Eles me usaram e me descartaram.

Lee foi executado por pelotão de fuzilamento em 23 de março de 1877 — em Mountain Meadows, o próprio local do massacre. Sua execução usou o método tradicional do Território (fuzilamento), ligado à teologia da expiação pelo sangue.

1961
Ano em que John D. Lee foi reintegrado à Igreja postumamente

Em 1961, a Primeira Presidência (David O. McKay) autorizou a reintegração postumamente de John D. Lee — sugerindo reconhecimento de que a punição foi desproporcional. Brigham Young Jr. e outros participantes nunca foram excomungados.

Seção 07 — Brigham Young

O grau de culpa
do profeta

A historiografia atual — incluindo o trabalho dos historiadores oficiais da Igreja — identifica três graus de responsabilidade:

Não ordenou o ataque
Walker, Turley & Leonard (historiadores oficiais, Oxford 2008) concluem que Brigham Young NÃO deu a ordem específica. A "Haight letter" (carta a Isaac Haight) chegou a Cedar City em 10 set — um dia antes do massacre — ordenando que os emigrantes fossem deixados em paz.
Criou o clima
Gospel Topics Essay (2014) reconhece que a retórica da Reforma Mórmon — sermões de expiação pelo sangue, de obediência absoluta à liderança, de antagonismo contra "gentios" — foi o combustível que tornou o massacre possível.
Encobriu depois
Will Bagley (Blood of the Prophets, Oklahoma, 2002) e outros historiadores documentam que Brigham Young soube dos detalhes em poucas semanas, manteve Lee e outros participantes em posições de liderança por anos, e destruiu o memorial Carleton.
Seção 08 — Reconhecimento oficial

Em etapas, ao longo
de 170 anos

A posição oficial da Igreja sobre o massacre evoluiu em etapas documentáveis.

1870
Excomunhão seletiva

Brigham Young excomunga John D. Lee, mas não cita o massacre como motivo público.

1877
Execução de Lee

Lee é fuzilado. Por décadas, a Igreja mantém a narrativa de que foi "obra de índios" ou "ação isolada de Lee".

1950
Juanita Brooks rompe o silêncio

Historiadora mórmon de St. George publica, por Stanford University Press, o primeiro estudo acadêmico rigoroso — baseado em diários e cartas — que documenta o envolvimento organizado da milícia mórmon. Brooks foi marginalizada pela comunidade SUD por décadas.

1990
Primeiro monumento

Igreja constrói monumento em Mountain Meadows junto com descendentes das vítimas. Sem pedido formal de desculpas.

2007
150º aniversário — "profundo pesar"

Henry B. Eyring, apóstolo e membro da Primeira Presidência, expressa "profundo pesar" em cerimônia em Mountain Meadows — a declaração pública mais próxima de um pedido de desculpas já oferecida pela Igreja.

2008
Livro oficial da Igreja

Walker, Turley & Leonard publicam Massacre at Mountain Meadows por Oxford UP — com autorização completa aos arquivos da Igreja. O livro reconhece a responsabilidade mórmon organizada.

2011
Monumento nacional

Mountain Meadows é designado National Historic Landmark pelo governo federal.

2014
Gospel Topics Essay

"Peace and Violence among 19th-Century Latter-day Saints" confirma oficialmente a versão histórica em documento doutrinário oficial da Igreja.

Henry B. Eyring · 11 set 2007 · Mountain Meadows, Utah

O que se fez aqui há 150 anos pelos membros da nossa Igreja representa um erro terrível e inexcusável. [...] Expressamos profundo pesar pelo massacre que se passou neste local. [...] Embora eu não possa mudar o passado, posso prometer pelo futuro: honraremos a memória dos que aqui morreram.

Veredicto

O massacre de Mountain Meadows é o pior ato de violência civil organizado na história da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. 120 pessoas — incluindo crianças acima de 7 anos — foram assassinadas a sangue frio por milícia composta e comandada por membros e líderes da Igreja, depois de serem enganadas com bandeira branca.

Por 150 anos a Igreja encobriu a extensão do envolvimento institucional, permitiu que um único homem (John D. Lee) pagasse por um crime coletivo, e manteve em posições de liderança os demais perpetradores. Apenas em 2007 um líder da Primeira Presidência expressou "profundo pesar"; apenas em 2008 a própria Igreja autorizou historiadores oficiais a reconhecerem a responsabilidade organizada; apenas em 2014 isto chegou ao Gospel Topics Essay.

Brigham Young não ordenou o ataque. Mas sua retórica da Reforma Mórmon criou o contexto, e suas ações posteriores encobriram a verdade. A questão profunda — como no caso do racismo no sacerdócio e da expiação pelo sangue — é como se avalia a autoridade profética de quem criou condições para que uma comunidade religiosa assassinasse 120 civis e depois mentisse por décadas sobre isso.

✦ WALKER/TURLEY/LEONARD · BROOKS · BAGLEY · GOSPEL TOPICS ESSAY ✦
Seção 09 — Verificação

Fontes originais & comprovação

Os fatos desta página são reconhecidos oficialmente pela Igreja SUD (Gospel Topics Essay 2014, livro Massacre at Mountain Meadows de 2008 autorizado pela Igreja), documentados em obra acadêmica padrão (Brooks 1950, Bagley 2002), e registrados em documentos legais do século XIX.

01 — Admissão institucional
01
Gospel Topics Essay — "Peace and Violence among 19th-Century Latter-day Saints" (2014)
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Ensaio oficial que reconhece: (1) a Igreja não ordenou o massacre, (2) mas a retórica da Reforma Mórmon criou o contexto, (3) líderes locais da milícia e da Igreja planejaram e executaram o ataque, (4) Brigham Young permitiu o encobrimento institucional por décadas.
Reconhecimento oficial Líderes locais envolvidos Conexão com Reforma Mórmon
churchofjesuschrist.org — Peace and Violence (português) Autodocumentação institucional
02
Declaração de Henry B. Eyring em Mountain Meadows (11 set 2007)
Primeira Presidência · 150º aniversário · documentada em Deseret News, NYT, AP
Declaração pública do apóstolo (mais tarde membro da Primeira Presidência) no local do massacre. Usa as palavras "erro terrível e inexcusável" e "profundo pesar" — a aproximação mais clara a um pedido de desculpas em 150 anos.
"Erro terrível e inexcusável" Primeira Presidência 150º aniversário
churchofjesuschrist.org — 150 years later: Mountain Meadows massacre remembered Primeira Presidência · cerimônia oficial
02 — Obras acadêmicas padrão
03
Ronald W. Walker, Richard E. Turley Jr., Glen M. Leonard — Massacre at Mountain Meadows
Oxford University Press, 2008 · ISBN 978-0195160345
Obra definitiva sobre o massacre — escrita por historiadores da própria Igreja (Turley era Assistente Historiador da Igreja SUD), com acesso autorizado aos arquivos internos. Oxford University Press. Conclui que a Igreja como instituição não ordenou o massacre, mas reconhece que líderes locais — incluindo presidentes de estaca e bispos — foram responsáveis.
Historiadores oficiais da Igreja Acesso a arquivos internos Oxford University Press
global.oup.com — Massacre at Mountain Meadows Historiadores oficiais + Oxford UP
04
Juanita Brooks — The Mountain Meadows Massacre
Stanford University Press, 1950 · reedições Universidade de Oklahoma 1962, 1970
Obra pioneira. Juanita Brooks era mórmon ativa de St. George, Utah — e neta de participante do massacre. Documentou por 30 anos as fontes primárias: diários, cartas, depoimentos judiciais. Foi marginalizada pela comunidade SUD por décadas. Hoje é a referência histórica fundacional.
Primeira obra acadêmica Historiadora mórmon Stanford University Press
sup.org — Mountain Meadows Massacre (Stanford UP) Stanford University Press · obra fundacional
05
Will Bagley — Blood of the Prophets: Brigham Young and the Massacre at Mountain Meadows
University of Oklahoma Press, 2002 · ISBN 978-0806134260
Estudo acadêmico crítico que atribui maior responsabilidade direta a Brigham Young. Bagley, historiador premiado e ex-presidente da Utah History Association, compila evidências do encobrimento posterior. Perspectiva mais dura que Walker/Turley/Leonard — mas baseada em mesmos arquivos.
Responsabilidade de Brigham Young Documentação do encobrimento University of Oklahoma
oupress.com — Blood of the Prophets University of Oklahoma Press
03 — Fontes primárias e documentos legais
06
John D. Lee — Mormonism Unveiled, or The Life and Confessions of the Late Mormon Bishop John D. Lee
Bryan, Brand & Co., 1877 · ditado por Lee antes da execução
Confissão ditada por Lee antes de ser executado. Detalha o planejamento, os responsáveis e a cadeia de comando. A obra foi suprimida em meios SUD por mais de um século, mas é fonte primária essencial citada por todos os historiadores acadêmicos.
Confissão do executor Detalhes da cadeia de comando Fonte primária
archive.org — Mormonism Unveiled (1877) Fonte primária do principal executor
07
Relatório do Major James H. Carleton — "Special Report on the Mountain Meadow Massacre"
Exército dos Estados Unidos · 1859 · publicado em 1902 como documento oficial do governo
Relatório oficial do oficial militar que inspecionou o local em maio de 1859, enterrou os restos, identificou sobreviventes (as 17 crianças) e coletou depoimentos de moradores locais. Documento governamental primário, disponível pela Library of Congress.
Inspeção no local Documento governamental Recuperação das crianças
archive.org — Special Report on Mountain Meadow Massacre Exército dos EUA · documento oficial
08
PBS American Experience — "The Mormons" (documentário, 2007)
PBS · dirigido por Helen Whitney · 4h em duas partes · prêmio Emmy
Documentário em duas partes sobre a Igreja SUD, com segmento detalhado sobre Mountain Meadows que entrevista historiadores, descendentes de vítimas e autoridades SUD (incluindo Richard Turley). Acompanha o 150º aniversário.
Entrevistas com vítimas e SUD Cobertura PBS 150º aniversário
pbs.org — American Experience: The Mormons PBS · documentário premiado
Fonte primária verificada academicamente
Fonte oficial da própria Igreja
Link verificado em abril de 2026

Triangulação: as três obras acadêmicas padrão (Brooks 1950, Bagley 2002, Walker/Turley/Leonard 2008) + o Gospel Topics Essay oficial (2014) + a declaração pública de Henry Eyring (2007) + a confissão primária de Lee (1877) + o relatório militar de Carleton (1859) convergem sobre os fatos: 120 civis mortos, milícia mórmon responsável, encobrimento posterior. O debate remanescente é sobre grau de culpa de Brigham Young, não sobre os eventos.